Nas últimas três décadas, o câncer de mama tem sido reconhecido como uma doença de espectro clínico patológico heterogêneo, sendo observadas grandes mudanças no tratamento locorregional desses tumores. Novas técnicas de cirurgia e de radioterapia tiveram impactos positivos tanto nos desfechos oncológicos como na redução dos efeitos adversos. O tamanho do tumor primário e o número de linfonodos axilares comprometidos
Artigo publicado em março/2022 na revista JCO agrega evidências sobre o papel do tratamento neoadjuvante total (TNT) no câncer retal locorregionalmente avançado (CRLA). O ensaio clínico randomizado STELLAR, conduzido em 16 centros chineses, comparou 2 propostas de neoadjuvância em pacientes com câncer de reto do terço médio ou inferior, cT3-4 e/ou N+, estadiados localmente por RNM. A comparação foi entre
O delineamento do volume alvo clínico tumoral, também chamado de “CTV”, é um dos importantes pilares durante o planejamento do tratamento de radioterapia para o Câncer do Trato Gastrointestinal. O uso de diferentes modalidades de imagem (TC, RNM, PET), a variação quanto a definição dos níveis linfonodais a serem incluídos no CTV para cada apresentação clínica dos diferentes tumores primários
Habilidades motoras finas (HMF), incluindo coordenação motora e velocidade, podem diminuir após radioterapia cerebral. Além disso, este domínio é muitas vezes ofuscado pela avaliação de funções cognitivas de alto nível, como a memória. HMF são críticas para muitas atividades da vida diária, e sua preservação é crucial para manter independência funcional e qualidade de vida dos pacientes. Este é o
Nas últimas décadas, a radioterapia vem evoluindo em ritmo acelerado, com inovações tecnológicas em toda a cadeia de processos, prometendo melhores resultados aos pacientes, especialmente às custas de redução de toxicidades e melhoria na qualidade de vida. No entanto, estas inovações podem ter altos custos, sendo fundamental encontrar um consenso sobre como definir o valor destas inovações, sem desperdiçar orçamentos
A radioterapia (RT) torácica paliativa é utilizada no alívio dos sintomas dos tumores de pulmão não pequenas células (CPNPC) avançados, porém a esofagite é um efeito adverso relatado com frequência, podendo resultar em dor severa, perda de peso e ocasionalmente na necessidade de internação. No estudo PROACTIVE 90 pacientes com CPNPC estadio III e IV foram tratados com RT paliativa
Utilizando dados oficiais, como as estimativas de câncer 2020 do Instituto Nacional do Câncer, o censo de radioterapia 2019 do Ministério da Saúde, os relatórios de progresso do programa de expansão de radioterapia do Ministério da Saúde e do banco de dados Fundação Oncocentro de São Paulo do Câncer Registro Hospitalar do Estado de São Paulo o índice de escassez
Uma metanálise recentemente publicada quantificou o benefício da adição do bloqueio androgênico à radioterapia no tratamento do câncer localizado de próstata. Foram incluídos 12 estudos relevantes, prospectivos e randomizados, envolvendo 10.853 pacientes, publicados entre 1962 e 2020. O objetivo primário foi avaliar o impacto dessa adição na sobrevida livre de metástases. Com seguimento de 11,4 anos, a adição do bloqueio
Embora a radioterapia externa convencional seja o tratamento paliativo padrão para metástases vertebrais sintomáticas, as taxas de resposta completa da dor são 10-20%. Um estudo conduzido em 13 hospitais do Canadá e em 5 hospitais da Austrália teve como objetivo comparar as taxas de resposta completa da dor após SBRT ou radioterapia externa convencional em pacientes com metástases vertebrais sintomáticas.
PARCER é o primeiro estudo randomizado de fase III a evidenciar redução de toxicidade em pacientes com tumores ginecológicos tratadas com técnica de intensidade modulada do feixe e radioterapia guiada por imagem (IMRT+IGRT, IG-IMRT), quando comparado ao tratamento tradicional de radioterapia conformada (3D). Trezentas pacientes com câncer de colo uterino submetidas a histerectomia com indicação de radioterapia adjuvante, associada ou