Acabei de ler uma meta-análise publicada no IJROBP (2026) que merece atenção de quem trabalha com metástases cerebrais. A pergunta é simples e clinicamente relevante: o edema perilesional (EPL) presente antes da radiocirurgia (SRS) influencia o controle local da lesão? Spoiler: sim, e bastante. O que fizeram? Revisão sistemática + meta-análise com 9 estudos, ~830 pacientes e quase 1.800 lesões
Artigo recentemente publicado na Radiotherapy and Oncology avaliou a associação entre a dose de radioterapia recebida pela articulação do ombro e a morbidade funcional do membro superior em pacientes com câncer de mama. Utilizando dados do estudo randomizado SENOMAC trial, em uma análise post hoc, os autores avaliaram mais de 800 pacientes suecas submetidas à biópsia do linfonodo sentinela (SLNB)
A radioterapia adjuvante (ART) no carcinoma espinocelular cutâneo de alto risco (HRCSCC) permanece um tema com indicações heterogêneas na literatura. Este estudo de coorte multicêntrico retrospectivo avaliou o impacto da ART em 1267 tumores operados. A coorte incluiu pacientes de alto risco (estádios BWH T2b/T3 ou AJCC8 T3/T4) submetidos à ressecção completa com margens negativas. Destes, 12,2% (155) receberam adjuvância.
HYPNO trial foi teorizado para que, no tratamento definitivo de câncer de cabeça e pescoço com quimio e radioterapia concomitante, o hipofracionamento (HFX) com 55Gy em 20 frações (5 vezes na semana por 4 semanas) seria não inferior que o esquema acelerado (NFX) de 66Gy em 33 frações (6 vezes na semana por 5,5 semanas) quanto ao controle loco-regional e
Contexto Os tumores de orofaringe HPV relacionados apresentam prognóstico favorável com as terapias atuais, o que torna a redução das toxicidades tardias associadas ao tratamento e o desenvolvimento de estratégias seguras de descalonamento objetivos centrais dos estudos mais contemporâneos. Nesse cenário, a radioterapia de intensidade modulada com prótons (IMPT) surge como uma modalidade interessante, tendo sido proposta como estratégia de
A radioterapia estereotáxica corporal (SBRT) tem se consolidado como uma alternativa eficaz no tratamento do câncer de próstata localizado, oferecendo a vantagem de esquemas mais curtos. No entanto, o estudo PACE-B (36,25 Gy em 5 frações) demonstrou uma incidência cumulativa maior de TGU G ≥2 após 5 anos com SBRT (26,9% vs. 18,3%, p<0,01) em comparação com o fracionamento convencional.
O estudo RCMIGI, prospectivo e randomizado de fase II, avaliou o impacto da redução das margens do volume alvo planejado (PTV) em pacientes com câncer de próstata localizado de baixo e intermediário risco tratados com IMRT associada à IGRT. Entre agosto de 2016 e maio de 2022, 74 pacientes foram randomizados na proporção 1:2 para IGRT com margens padrão (Controle,
O estudo GETUG V04 (fase II randomizado) avaliou se a adição de gencitabina ao esquema padrão com cisplatina + radioterapia poderia melhorar os resultados da terapia trimodal (TMT) no câncer de bexiga músculo-invasivo (MIBC). Métodos: Pacientes com MIBC pT2–pT3N0M0, após ressecção transuretral macroscopicamente completa (TURBT), receberam RT (63 Gy para a bexiga, 45 Gy para a pelve, 1,8 Gy/fração) com
Recentemente, regimes de ultra-hipofracionamento têm sido investigados como alternativa mais curta e potencialmente mais conveniente para os pacientes. O estudo HYPO- RT-PC comparou dois esquemas de radioterapia (RT) ultra-hipofracionada (42,7 Gy em 7 sessões em 2,5 semanas) e convencional (78 Gy em 39 sessões em 8 semanas) para pacientes com câncer de próstata localizado de risco intermediário e alto. Entre
Pacientes com câncer de bexiga músculo-invasivo (MIBC) submetidos à cistectomia radical permanecem sob risco significativo de recorrência locorregional, especialmente aqueles com fatores patológicos de alto risco, como estádio ≥ pT3, linfonodos positivos ou margens cirúrgicas comprometidas. Apesar do avanço da quimioterapia perioperatória e da imunoterapia adjuvante, estratégias eficazes para reduzir falhas pélvicas ainda representam uma necessidade clínica não atendida. O