Apresentados na ESTRO 2026 e publicados recentemente na revista CA: A Cancer Journal for Clinicians, da American Cancer Society, os resultados de 20 anos de seguimento do estudo EORTC 22922/10925 demonstraram que a irradiação eletiva das cadeias nodais mamária interna e supraclavicular medial reduz a mortalidade por câncer de mama, mas não resulta em melhora da sobrevida global. Estudo fase
Análise de 10 anos de eficácia e toxicidade tardia em estudo multicêntrico, open label, de não inferioridade, randomizado fase 3 e resultados de 5 anos de subanálise axilar. O estudo FAST-Forward avaliou a eficácia e segurança de esquemas hipofracionados de radioterapia adjuvante em câncer de mama inicial. Foram incluídas pacientes: ≥18 anos, com carcinoma invasivo da mama (pT1–3, pN0–1, M0),
Artigo recentemente publicado na Radiotherapy and Oncology avaliou a associação entre a dose de radioterapia recebida pela articulação do ombro e a morbidade funcional do membro superior em pacientes com câncer de mama. Utilizando dados do estudo randomizado SENOMAC trial, em uma análise post hoc, os autores avaliaram mais de 800 pacientes suecas submetidas à biópsia do linfonodo sentinela (SLNB)
O estudo HYPART foi um estudo fase 3 randomizado, que comparou dois regimes de radioterapia adjuvante hipofracionada em pacientes com câncer de mama de alto risco: em 1 semana (26 Gy/5 frações) versus 2 semanas (34 Gy/10 frações). Foram avaliadas 941 pacientes submetidas a tratamento cirúrgico (mastectomia ou conservadora), com estágios pT2-pT4, pN1-pN3, M0, tratados com técnica 2D ou 3D.
O estudo YOUNGSTER investigou os efeitos moleculares e imunológicos da radioterapia pré-operatória em câncer de mama inicial, com o objetivo de caracterizar sua capacidade de modular o microambiente tumoral e potencializar estratégias combinadas. Foram incluídas 20 pacientes candidatas à cirurgia conservadora, submetidas a um boost pré-operatório de radioterapia (5 × 2,67 Gy), com coleta seriada de amostras tumorais no baseline,
O papel da radioterapia pós mastectomia (PMRT) em pacientes com tumores estádios I e II e fatores de risco intermediário, como maior tamanho tumoral, grau 3 (G3) ou invasão linfovascular positiva (ILV+), ainda é debatido na literatura. Ensaios clínicos randomizados, como o Dinamarquês e Canadense, publicados em 1997 e 1999, respectivamente, demonstraram benefícios em recidiva locorregional (RLR) e na sobrevida
O artigo analisa como a radioterapia (RT) altera o microambiente imune do câncer de mama HR+/HER2–, um subtipo considerado “imunologicamente frio”. A base do trabalho é o estudo de janela de oportunidade PRECISE, no qual pacientes receberam RT pré-operatória (7,5 Gy única ou 2 Gy × 5 dias) antes da cirurgia para avaliar mudanças celulares induzidas pela radiação. A RT
A ASTRO/ASCO/SSO convocaram uma força-tarefa multidisciplinar para abordar quatro questões-chave focadas na radioterapia pós-mastectomia (PMRT) em pacientes com câncer de mama. Indicações para PMRT com mastectomia como tratamento inicial: Linfonodo positivo (pN+), recomenda-se a PMRT. A omissão da PMRT pode ser apropriada para pacientes selecionados com doença pN1mic ou pN1a de baixa carga de linfonodos (LN) após dissecção de LNs
O subestudo do ensaio clínico fase III FAST-Forward avaliou a segurança do hipofracionamento em radioterapia axilar adjuvante para câncer de mama, comparando esquemas de 26 Gy em 5 frações (1 semana) e 40 Gy em 15 frações (3 semanas). O estudo, multicêntrico, randomizado, aberto e de não-inferioridade, incluiu 469 pacientes com câncer de mama invasivo (pT1-3, pN1-3a, M0), tratados em
A radioterapia no tratamento do câncer de mama tem crucial importância, sobretudo no controle locorregional da doença e na sobrevida das pacientes. Nesse sentido, diversos estudos sobre o fracionamento radioterápico têm sido discutidos, a fim de otimizar o tempo de tratamento, sem acarretar em piora da toxicidade. Dentre as opções preconizadas, o ultra hipofracionamento (UHF, 26 Gy em 5 dias)