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Radioterapia de alta tecnologia apresenta menor toxicidade em pacientes com câncer ginecológico: estudo PARCER

PARCER é o primeiro estudo randomizado de fase III a evidenciar redução de toxicidade em pacientes com tumores ginecológicos tratadas com técnica de intensidade modulada do feixe e radioterapia guiada por imagem (IMRT+IGRT, IG-IMRT), quando comparado ao tratamento tradicional de radioterapia conformada (3D).

Trezentas pacientes com câncer de colo uterino submetidas a histerectomia com indicação de radioterapia adjuvante, associada ou não a quimioterapia, foram aleatorizadas para receberem a técnica IG-IMRT (n= 151) ou 3D (n=149). O tratamento empregado foi semelhante nos dois braços, exceto no que tange à técnica utilizada.

Após quase 4 anos de seguimento, o uso da técnica de IG-IMRT resultou em incidência significativamente menor de toxicidade intestinal tardia grau ≥ II (28.1% versus 48.9% 3D). O uso de IG-IMRT foi associado a doses significativamente mais baixas nas alças intestinais (p <0,0001).

Não houve redução significativa em toxicidade aguda, o que foi atribuído a alta taxa de pacientes submetidas a quimioterapia concomitante. Não houve diferença em sobrevida livre de doença ou sobrevida global.

O PACER corrobora que pacientes com tumores ginecológicos podem se beneficiar da radioterapia de alta tecnologia à medida que reduzimos a quantidade de tecido sadio exposto à radiação. IG-IMRT deve ser considerado como opção de tratamento para radioterapia pélvica pós-operatória.

Acesse o artigo na íntegra em PMID: 34506246

Dra. Denise Ferreira Silva Alves
Rádio-Oncologista do Centro VITTA e do Hospital Moinhos de Vento de Porto Alegre

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