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Ensaio randomizado de fase 3: preservação de hipocampo em pacientes com carcinoma de pequenas células de pulmão

O carcinoma de pulmão de pequenas células (CPPC) têm uma alta incidência de metástases cerebrais. É recomendável que pacientes que apresentaram resposta ao tratamento radical recebam irradiação profilática do crânio (IPC) com intuito de reduzir a incidência de metástases cranianas. Entretanto, a radioterapia de todo o crânio está relacionada a déficit neurocognitivo, e a preservação do hipocampo pode reduzir a ocorrência efeitos colaterais.

Neste estudo de fase III, Dr Belderbos e colaboradores randomizaram 168 pacientes para receberem IPC (25Gy em 10 frações) com ou sem preservação do hipocampo. O teste de aprendizado verbal de Hopkins (HVLT-R) foi utilizado para mensurar as mudanças da função cognitiva ao longo de 2 anos. Os autores não encontraram diferenças significativas nas pontuações de HVLT-R entre os dois braços. Também, não houve diferença em termos de incidência de metástases cerebrais ou sobrevida global.

Dessa forma, o estudo foi negativo em demonstrar menor deficit cognitivo com a técnica de preservação do hipocampo. As hipóteses levantadas foram que o tamanho da amostra era muito pequeno, ou pela dose mais baixa empregada na IPC que acaba não causando grande dano cognitivo. O fato é que enquanto aguardamos os resultados do NRG-CC003 podemos continuar ofertando PCI com técnicas tradicionais (como radioterapia 3D) sem prejuízo clínico aos pacientes.

Dr. Fernando Batista
Radioterapeuta do Hospital Universitário da UFMS

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