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Irradiação nodal pélvica eletiva ultra-hipofracionada no câncer de próstata: segurança e eficácia de quatro ensaios clínicos prospectivos

Com o aumento do uso de Radioterapia Ablativa (SBRT) na próstata, diversos estudos observaram a segurança e eficácia da irradiação nodal eletiva (ENI) dos linfonodos pélvicos no câncer de próstata localizado (CaP) utilizando radioterapia ultra-hipofracionada (UHRT). Entre 2013 e 2020, foram realizados 4 ensaios clínicos prospectivos de CaP onde foi necessário a ENI, sendo utilizada a UHRT (25 Gy em 5 frações semanais). Foram analisadas as toxicidades genitourinárias (GU) e gastrointestinais (GI) agudas e tardias, a qualidade de vida e a falha bioquímica. 175 pacientes foram acompanhados em média por 38 meses (10–63). As piores toxicidades GU e GI agudas, respectivamente, foram 48% e 7,5% para o grau ≥2 e 2,7% e 0% para o grau ≥3. A incidência cumulativa de toxicidade GU e GI tardia (≥ 2) aos 36 meses foi de 58% e 11,3%, respectivamente.  Não foram observadas toxicidades agudas ou tardias de grau 4. A toxicidade intestinal e sexual piorou significativamente após 1 ano em comparação ao pré-RT. A sobrevida livre de recorrência bioquímica em 3 anos foi de 98%, ainda que 58% dos pacientes apresentavam alto risco.  ENI usando UHRT está associado à baixa incidência de toxicidade (≥3), enquanto a toxicidade GU e GI aguda de grau 1–2 é comum. Estes estudos nos encorajam a realizar RT ultra-hipofracionada também nas cadeias de drenagem linfática pélvicas quando necessário a ENI em câncer de próstata intermediário e alto risco.

 

Dr. Ronaldo Cavalieri
Radioterapeuta do OncoBeda
Campos dos Goytacazes – RJ

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