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Desintensificação do tratamento para neoplasia de orofaringe HPV positivo


Mais de 70% dos carcinomas de orofaringe estão relacionados à infecção por HPV, sendo o principal agente para pacientes não fumantes, dessa forma acometendo uma população jovem  e com menos comorbidades.

O tratamento padrão nesse cenário é a combinação de radioterapia com dose final 70Gy e quimioterapia baseada em platina, porem esse tratamento está associado a uma taxa considerável de complicações agudas e tardias. Assim a desintensificação do tratamento para pacientes com HPV positivo, não fumantes e baixo volume de doença tem sido avaliado em diversos estudos internacionais.

Um desses estudos publicados recentemente na JCO um estudo fase II randomizado com dois braços com pacientes nesse cenário tratados com 60Gy em 30 frações (5 vezes por semana) associado a cisplatina semanal ou 60Gy em 30 frações( 6 vezes por semana) de forma isolada. Uma dose intermediaria de 54Gy e uma dose em drenagem cervical eletiva de 48Gy simultaneamente em 30 frações com técnica IMRT.

Após 2 anos de follow-up com 306 pacientes nos dois braços as taxas de SLP para IMRT + QT foi de 90.5% e IMRT isolado 87.6% (p = 0.20), as taxas de RL foram 3.3% e 9.5% para IMRT + QT e IMRT respectivamente (p=0.02) com taxas de SG 96.7% para IMRT + QT e 97.3% para IMRT isolado (p = 0.93). Apesar das taxas de toxicidade aguda terem sido maiores no braço IMRT + QT, as taxas de toxicidade 3 e 4 após 1 ano não foram significativas.

Estudo completo no link https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/JCO.20.03128

Dr. Erick Rauber
Médico Radioterapeuta
CTR Ribeirão Preto
@erickrauber

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