O editorial discute o estudo retrospectivo de Ranta et al., que avaliou desfechos de longo prazo após radioterapia hipofracionada no leito prostático pós-prostatectomia. Embora o hipofracionamento seja comprovadamente eficaz e seguro para câncer de próstata com glândula intacta, sua aplicação no contexto pós-cirúrgico ainda gera debate. No estudo analisado, com seguimento mediano de 13,5 anos, cerca de 60% dos pacientes
O papel da terapia direcionada a metástases em neoplasia de próstata resistente à castração permanece indefinido. Este estudo canadense de fase 2 recrutou 102 homens ECOG 0-2 com câncer de próstata com até 5 metástases que progrediram com uso de ADT, apresentando idade mediana de 73 anos, e comparou ADT + Enzalutamida (48 pacientes – Grupo controle) vs ADT +
O estudo PEACE V–STORM, um ECR aberto fase 2, avaliou se pacientes com câncer de próstata e recidiva oligometastática em linfonodos pélvicos detectada por PET apresentavam desfechos superiores quando tratados com radioterapia eletiva nodal (ENRT – 45Gy em 25 frações, com boost integrado até 65 Gy nos linfonodos positivos ao PET) em comparação à terapia direcionada às metástases (MDT –
Contexto: NRG-GU003 foi um grande ensaio randomizado que recentemente relatou resultados demonstrando a não inferioridade da radioterapia pós-prostatectomia hipofracionada (HYPORT) versus convencional em relação aos sintomas geniturinários (GU) e gastrointestinais em 2 anos. Métodos: 161pacientes com câncer de próstata com recidiva bioquímica após prostatectomia foram submetidos a HYPORT de 2003 a 2013 em uma única instituição acadêmica usando IMRT guiada
Em pacientes com câncer de próstata oligorrecorrente hormônio-sensível, a terapia dirigida às metástases tem sido considerada uma estratégia promissora para postergar o início de tratamento sistêmico contínuo. O estudo RADIOSA, publicado na Lancet Oncology, teve por objetivo investigar se a adição da terapia de privação androgênica (ADT) de curta duração potencializaria o benefício da radioterapia estereotáxica corporal (SBRT) nesse contexto.
O tratamento padrão no câncer de próstata de risco intermediário desfavorável e alto risco envolve bloqueio hormonal (ADT) em combinação com radioterapia pélvica com fracionamento convencional (CF), seguido de reforço com radioterapia externa (EBRT) ou braquiterapia de próstata. Este estudo comparou o reforço com CF-EBRT versus o reforço com radioterapia corporal estereotáxica (SBRT) após CF-EBRT pélvica. Os pacientes foram randomizados
O estudo do radio-oncologista Nicholas van As (Royal Marsden Hospital – Londres) foi publicado em outubro de 2024 no New England Journal of Medicine, ganhando grande repercussão e reconhecimento no meio uro-oncológico. Este estudo fase 3, internacional, open-label, controlado e randomizado avaliou 874 homens portadores de câncer de próstata localizado (T1 ou T2), Gleason 7, PSA 20. O PACE (Prostate
O presente estudo analisou os resultados de 10 anos de 267 pacientes tratados entre 2006 e 2014 com SABR de próstata por câncer de próstata localizado de baixo e médio risco, incluídos em três ensaios clínicos prospectivos canadenses (pHART3, pHART6 e PATRIOT). O objetivo foi avaliar a eficácia a longo prazo da SABR, incluindo taxas de controle bioquímico, sobrevida global
Os efeitos adversos urinários são uma preocupação com a radioterapia hipofracionada para próstata, particularmente com a radioterapia estereotáxica corporal (SBRT), com a incidência relatada de toxicidade urinária tardia grau 2+ variando de 10% a 30%, e o impacto da ressecção transuretral da próstata (RTUP) prévia na sequela pós-radioterapia não é bem definido. Estudo retrospectivo uni cêntrico buscou analisar a incidência