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Risco de falha de implante em pacientes submetidos à radioterapia hipofracionada de 3 semanas pós-mastectomia com reconstrução imediata

O hipofracionamento moderado no câncer de mama é uma realidade consolidada da radioterapia contemporânea. O seu impacto vem sendo estudado de forma crescente em subgrupos específicos. O grupo do Instituto Europeu de Oncologia de Milão, na Itália, publicou um estudo avaliando o hipofracionamento moderado na reconstrução imediata em 107 pacientes, sendo 45 em cirurgias de etapa única com prótese (DTI) e 62 em procedimentos com duas etapas usando expansor/implante (TE/I). Os pacientes foram irradiados usando Tomotherapy IMRT, com dose 40.05Gy em 15 frações, e comparados com uma coorte de pacientes reconstruídos sem RT durante o mesmo período. O endpoint primário foi falha na reconstrução, com necessidade de intervenção cirúrgica maior (MaRS), tendo um seguimento mediano de 4.2 anos. No grupo de TE/I a taxa de MaRS foi de 12.9% comparada a 1.6% em não irradiados (p=0.015). Ja no grupo DTI a taxa foi de 6.7% comparado a 2.2% nos não irradiados (p=0.35). A taxa global de MaRS foi de 10.3% em pacientes irradiados. Foi também avaliada a incidência de intervenções cirúrgicas menores, ou revisionais, que ficaram em torno de 30% no grupo DTI e na faixa de 10% no grupo de TE/I, sem diferença estatística com os casos não irradiados.

Conclui-se por segurança no uso do hipofracionamento em pacientes reconstruídas, com maiores detalhes de características dos grupos, disponível no estudo acessível em https://www.thegreenjournal.com/article/S0167-8140(21)06700-1/fulltext

Dr. Arthur Rosa
Rádio-oncologista Grupo Oncoclínicas

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