Científicas Notícias

Radioterapia adjuvante em câncer de próstata de alto risco

Desde a publicação de estudos randomizados que demostraram benefício no tratamento adjuvante de pacientes com câncer de próstata operados com maior risco de recidiva bioquímica (ARO-92, SWOG, EORTC), há o questionamento sobre os reais benefícios do tratamento adjuvante em comparação ao resgate. Porém nos últimos dois anos, alguns estudos (RADICAL, GETUG AFU 17 e RAVES) demostraram não inferioridade ao se optar por aguardar a confirmação da recidiva bioquímica e indicar a radioterapia apenas como resgate precoce.

Em abril deste ano, foi publicado no Journal of Clinical Oncology estudo de coorte que questiona se essa não inferioridade também se aplica a pacientes de mais alto risco. Nessa publicação, foram analisados homens com neoplasia de próstata operados com linfonodo comprometido (pN1) ou Gleason 8 a 10 e doença extra prostática (pT3/4).

Entre 1989 e 2016, 26.118 homens em 5 hospitais foram submetidos a prostatectomia radical com amostragem linfonodal pélvica e apresentaram os fatores de risco patológicos citados. Destes, 819 (3.14%) receberam radioterapia adjuvante (ie, PSA < 0.1 ng/mL) e 4.601 (17.72%) receberam radioterapia de resgate com PSA médio de 0.30ng/ml (0.20 a 0.62) no momento da indicação.
Após um follow-up mediano de 8,16 anos e excluindo os pacientes com PSA persistentemente maior ou igual a 0.1ng/mL, a radioterapia adjuvante foi associada a uma menor mortalidade por qualquer causa, independente de incluir (p=0.04) ou não (p=0.02) pacientes pN1.
Acesse o estudo completo no link: https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/JCO.20.03714

Dr. Erick Rauber
Médico Radioterapeuta
CTR Ribeirão Preto

Congresso SBRT

Congresso de Pele

ECR

RT 2030

Encontre um Especialista