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Novo Guideline ASTRO para o tratamento do câncer de reto localizado.

Foi publicado o novo guideline Sociedade Americana de Radioterapia (ASTRO) sobre as indicações, técnicas e doses de radioterapia (RT) no tratamento do câncer de reto localizado.

Nesta revisão foram abordadas questões técnicas como dose e volumes adequados para RT, indicações para RT neoadjuvante, identificação de protocolos adequados para neoadjuvância e o papel do tratamento não cirúrgico ou da excisão local após radioquimioterapia.

Dentre os principais aspectos abordados neste guideline destacamos:

  • A realização de ressonância nuclear magnética (RNM) é recomendada na avaliação pré operatória do câncer de reto (estadiamento T e N).
  • Recomenda-se a realização de RT neoadjuvante nos pacientes com câncer de reto estágio II a III, com fracionamento convencional associada à quimioterapia ou RT de curta duração.
  • Nos casos em que existe indicação RT esta deve ser realizada preferencialmente no pré-operatório e não após a cirurgia.
  • Em pacientes com câncer de reto estágio II com baixo risco* de recidiva loco regional a RT neoadjuvante pode ser omitida após a discussão com uma equipe multidisciplinar (recomendação condicional).

* Baixo risco: tumor cT3a/b N0 localizado acima de 10 cm da margem anal, sem invasão vascular extramural pela RNM e com margem circunferencial de ressecção > 2 mm pela RNM.

  • A adição de quimioterapia antes ou após radioterapia de curta duração (short-course) é recomendada de modo condicional.
  • O tratamento não cirúrgico tem uso considerado como condicional em pacientes selecionados após uma resposta clínica completa à neoadjuvância.
  • Nos pacientes com tumores cT3-4 e/ou cN+ o volume alvo clínico (CTV) deve incluir o reto e os linfonodos mesorretais, pré-sacrais, ilíacos internos e obturadores.
  • Nos pacientes com tumores invadindo estruturas anteriores como útero e próstata a inclusão das cadeias ilíacas externas e inguinais foi considerada condicional.
  • Nos tumores invadindo canal anal, a inclusão das cadeias ilíacas externas e inguinais foi considerada condicional.

O artigo foi disponibilizado na íntegra e pode ser acessado em:
https://www.practicalradonc.org/article/S1879-8500(20)30207-1/fulltext

Dr. André Gouveia
Médico Radioterapeuta
Américas Centro de Oncologia Integrado – COI
Rio de Janeiro

 

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