O estudo HYPART foi um estudo fase 3 randomizado, que comparou dois regimes de radioterapia adjuvante hipofracionada em pacientes com câncer de mama de alto risco: em 1 semana (26 Gy/5 frações) versus 2 semanas (34 Gy/10 frações). Foram avaliadas 941 pacientes submetidas a tratamento cirúrgico (mastectomia ou conservadora), com estágios pT2-pT4, pN1-pN3, M0, tratados com técnica 2D ou 3D.
O estudo YOUNGSTER investigou os efeitos moleculares e imunológicos da radioterapia pré-operatória em câncer de mama inicial, com o objetivo de caracterizar sua capacidade de modular o microambiente tumoral e potencializar estratégias combinadas. Foram incluídas 20 pacientes candidatas à cirurgia conservadora, submetidas a um boost pré-operatório de radioterapia (5 × 2,67 Gy), com coleta seriada de amostras tumorais no baseline,
O papel da radioterapia pós mastectomia (PMRT) em pacientes com tumores estádios I e II e fatores de risco intermediário, como maior tamanho tumoral, grau 3 (G3) ou invasão linfovascular positiva (ILV+), ainda é debatido na literatura. Ensaios clínicos randomizados, como o Dinamarquês e Canadense, publicados em 1997 e 1999, respectivamente, demonstraram benefícios em recidiva locorregional (RLR) e na sobrevida
O artigo analisa como a radioterapia (RT) altera o microambiente imune do câncer de mama HR+/HER2–, um subtipo considerado “imunologicamente frio”. A base do trabalho é o estudo de janela de oportunidade PRECISE, no qual pacientes receberam RT pré-operatória (7,5 Gy única ou 2 Gy × 5 dias) antes da cirurgia para avaliar mudanças celulares induzidas pela radiação. A RT
A ASTRO/ASCO/SSO convocaram uma força-tarefa multidisciplinar para abordar quatro questões-chave focadas na radioterapia pós-mastectomia (PMRT) em pacientes com câncer de mama. Indicações para PMRT com mastectomia como tratamento inicial: Linfonodo positivo (pN+), recomenda-se a PMRT. A omissão da PMRT pode ser apropriada para pacientes selecionados com doença pN1mic ou pN1a de baixa carga de linfonodos (LN) após dissecção de LNs
O subestudo do ensaio clínico fase III FAST-Forward avaliou a segurança do hipofracionamento em radioterapia axilar adjuvante para câncer de mama, comparando esquemas de 26 Gy em 5 frações (1 semana) e 40 Gy em 15 frações (3 semanas). O estudo, multicêntrico, randomizado, aberto e de não-inferioridade, incluiu 469 pacientes com câncer de mama invasivo (pT1-3, pN1-3a, M0), tratados em
A radioterapia no tratamento do câncer de mama tem crucial importância, sobretudo no controle locorregional da doença e na sobrevida das pacientes. Nesse sentido, diversos estudos sobre o fracionamento radioterápico têm sido discutidos, a fim de otimizar o tempo de tratamento, sem acarretar em piora da toxicidade. Dentre as opções preconizadas, o ultra hipofracionamento (UHF, 26 Gy em 5 dias)
Este trabalho se propõe examinar quarto inovações recentes e as implicações para o atendimento ao paciente e o futuro do manejo do cancer de mama. Está pautado no cenário atual no qual os avanços tecnológicos se direcionam na otimização do cuidado de cada paciente com a redução da duração dos tratamentos e suas morbidades; tanto em prazos mais curtos de
Desde os anos 2000, a incidência de câncer de mama vem aumentando, especialmente devido à detecção precoce. Paralelamente, a taxa de sobrevivência das pacientes também vem aumentando, o que motiva uma mudança na abordagem do tratamento, com maior ênfase na preservação da qualidade de vida e dos resultados cosméticos sem comprometimento do controle oncológico. A radioterapia parcial da mama (PBI)
Contexto O tratamento ideal após a cirurgia conservadora de mama em mulheres idosas com câncer de mama de baixo risco e estágio inicial ainda não está claro. O estudo EUROPA busca comparar os efeitos da radioterapia e da terapia endócrina como tratamentos únicos na qualidade de vida (QOL) e na recorrência local ipsilateral (IBTR) nessa população. Métodos Este estudo de