Este trabalho se propõe examinar quarto inovações recentes e as implicações para o atendimento ao paciente e o futuro do manejo do cancer de mama. Está pautado no cenário atual no qual os avanços tecnológicos se direcionam na otimização do cuidado de cada paciente com a redução da duração dos tratamentos e suas morbidades; tanto em prazos mais curtos de
Desde os anos 2000, a incidência de câncer de mama vem aumentando, especialmente devido à detecção precoce. Paralelamente, a taxa de sobrevivência das pacientes também vem aumentando, o que motiva uma mudança na abordagem do tratamento, com maior ênfase na preservação da qualidade de vida e dos resultados cosméticos sem comprometimento do controle oncológico. A radioterapia parcial da mama (PBI)
Recorrência locorregional (RLR) após cistectomia radical em pacientes com doença cT3- 4N0-N+ é relativamente alta, com aproximadamente 1/3 frequência. Quimioterapia (QT) neoadjuvante ou adjuvante reduz taxas de doença a distância, mas não as taxas RLR nessa população. Fato também observado no uso de imunoterapia adjuvante como demonstrado nos estudos Ambassador e CheckMate 274. Falhas locais raramente são resgatadas devido a
O tratamento adjuvante para pacientes portadores de carcinoma espinocelular (CEC) de cabeça e pescoço submetidos a ressecção cirúrgica é recomendado quando existem fatores de risco. A adjuvância com radioquimioterapia é indicada se houver margem positiva e/ou extensão extranodal (EEN). Já a adjuvância exclusiva com radioterapia (RT) pode ser proposta se presente algum dos seguintes fatores: margem exígua, linfonodos acometidos, invasão
Pneumonite por Radiação na Era da Imunoterapia: O Que Precisamos Saber? A pneumonite por radiação (PR) é um dos principais desafios no tratamento do câncer de pulmão de não pequenas células (CPNPC) localmente avançado. Com o advento da imunoterapia consolidativa após quimiorradioterapia (CCRT), os ganhos em sobrevida são evidentes, mas o risco de toxicidade pulmonar ainda precisa ser melhor compreendido.
O advento da imunoterapia com inibidores de checkpoint (ICI) transformou o tratamento do câncer de pulmão não pequenas células (NSCLC), especialmente no cenário metastático, com resultados promissores na resposta objetiva e no tempo de duração de resposta. No entanto, a taxa de resposta global com estas drogas é de aproximadamente 20%. A radioterapia (RT) de alta dose foi proposta como
A reirradiacao de Glioblastoma é praticada há décadas. Demonstrou potenciais benefícios clínicos, mas faltam diretrizes padronizadas que integrem os avanços tecnológicos, novas modalidades de diagnostico por imagem e terapias sistêmicas. Este artigo é uma Revisão Sistemática que fornece recomendações baseadas em evidências e consenso de especialistas. Nove perguntas-chave foram formuladas por um painel Multidisciplinar (radioterapeutas, radiologistas, oncologistas e físicos médicos.
Em pacientes com Linfoma de Hodgkin (LH) há uma constante tentativa de desescalonamento do tratamento, tanto da radioterapia (RT) como da quimioterapia (QT). O tratamento combinado (QT e RT de consolidação) continua o padrão naqueles com estadio inicial. Apesar da discussão sobre omissão da RT em pacientes iniciais desfavoráveis com resposta à QT intensificada com BEACOPP, a indicação de RT
A abordagem dos pacientes portadores de adenocarcinoma de esôfago tem sido modificada substancialmente nos últimos anos. Entre as principais opções terapêuticas, destacam-se o tratamento neoadjuvante com radioterapia e quimioterapia seguido de cirurgia e a quimioterapia peri-operatória (sem radioterapia). Hoeppner e colaboradores desenvolveram importante ensaio clínico randomizado em 25 centros na Alemanha sobre o tema (N Engl J Med 2025;392:323-35) em
O estudo do radio-oncologista Nicholas van As (Royal Marsden Hospital – Londres) foi publicado em outubro de 2024 no New England Journal of Medicine, ganhando grande repercussão e reconhecimento no meio uro-oncológico. Este estudo fase 3, internacional, open-label, controlado e randomizado avaliou 874 homens portadores de câncer de próstata localizado (T1 ou T2), Gleason 7, PSA 20. O PACE (Prostate