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Terapia Neoadjuvante Total com Radioterapia de Curso Curto: Experiência dos EUA de Terapia Neoadjuvante de câncer retal

Esse artigo foi um estudo coorte retrospectivo realizado com pacientes do Instituto Nacional do Câncer da Universidade de Washington. Incluiu pacientes com câncer retal avançado (estadiamento clínico T3-T4 N0 ou T(qualquer) N+), localizado dentro de 15 cm da margem anal, que foram submetidos à terapia neoadjuvante no período de junho de 2009 a maio de 2018.

Os pacientes realizaram dois tipos de tratamento neoadjuvante: quimiorradiação concomitante ou radioterapia (RT) isolada de curso curto seguido de quimioterapia. Aqueles que fizeram a quimiorradiação receberam 45 a 55Gy na pelve em 25 a 28 frações juntamente com o quimioterápico fluorouracil equivalente. Aqueles que fizeram RT de curso curto receberam 25Gy em 5 frações consecutivas, seguido de 2 a 6 meses de QT baseada em platina (mais comum mFOLFOX6).

Os objetivos primários foram a diminuição tumoral (downstaging) e sobrevida livre de progressão.

Houve 413 pacientes elegíveis, sendo 226 no grupo da quimiorradiação e 187 no grupo da RT de curso curto. O grupo da RT de curso curto apresentava mais doença nodal avançada (cN2) (34,2% x 16,8%, p<0.01) e menos tumores distais (34,2% x 47,3%, p<0.01).

A RT de curso curto foi significativamente associada com maior diminuição do tumor. Taxas de respostas completas foram 50% maiores do que o grupo da quimiorradiação (26,2% x 17,3%, p=0.03). Na população geral, houve ainda melhores taxas de preservação de esfíncter no grupo da RT de curso curto (73,0% x 60,6%, p<0.01). Não houve diferença significativa em relação entre os grupos em relação à sobrevida global e ao local específico de recorrência.

Artigo disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34990423/

Dra. Izabella Nobre Queiroz
Radio-oncologista
Hospital da Baleia (Belo Horizonte/MG)

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