Sequenciamento da terapia de privação de andrógenos de curta duração de próstata não metastática (SANDSTORM)

arte 28 de marcoO sequenciamento da terapia de privação de andrógenos (ADT) com radioterapia (RT) pode afetar os resultados do câncer de próstata de maneira dependente do tamanho do campo RT. Este artigo mostra o impacto do sequenciamento de ADT para homens que recebem ADT com RT somente de próstata (PORT) ou RT de toda a pelve (WPRT).

Dados individuais de 12 estudos randomizados (um total 7.409 pacientes) que receberam ADT neoadjuvante/concomitante ou concomitante/adjuvante de curto prazo (STADT 4-6 meses) com RT para doença localizada foram obtidos da meta-análise de estudos randomizados em câncer de próstata.

Nesta análise agrupada, foi encontrada uma interação significativa entre o tamanho do campo RT e o sequenciamento STADT, com o sequenciamento ADT concomitante/adjuvante sendo associado a melhorias em múltiplos desfechos oncológicos (incluindo MFS e OS) em homens recebendo PORT.

Em homens que receberam WPRT, o sequenciamento de ADT neoadjuvante/concomitante foi associado à melhora do DM, mas não ao MFS e nem a OS.

Assim, em geral, os resultados sugerem que, quando PORT é administrado com STADT, o sequenciamento de ADT concomitante/adjuvante deve ser o padrão de tratamento. Se o WPRT for administrado com STADT, o ADT neoadjuvante/concomitante pode oferecer um benefício oncologicamente relevante, embora menos consistente do que o benefício fornecido pelo ADT concomitante/adjuvante com PORT.

No contexto do PORT, nenhuma diferença na toxicidade GI, geniturinária ou sexual entre as duas abordagens de sequenciamento.

Os achados também apoiam, embora em menor grau, a recomendação de que, se o WPRT fosse usado, o sequenciamento neoadjuvante/concomitante deveria ser o padrão de tratamento. Ensaios futuros, como RTOG 0924 e PIVOTALboost, fornecerão evidências de nível I avaliando o benefício de WPRT com sequenciamento de ADT neoadjuvante/concorrente em pacientes selecionados com doença de risco intermediário e alto.

Link do Artigo: https://ascopubs.org/doi/full/10.1200/JCO.22.00970

Dr. Thiago Pontes LIma
Médico Radioterapeuta / Responsável Técnico do Hospital SAMUR – Vitória da Conquista – Bahia

 

 

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