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Primeiro Consenso Brasileiro no Manejo do Câncer Urotelial de Bexiga

Neste paper, rádio-oncologistas, urologistas e oncologistas clínicos escolheram quais as melhores abordagens para o câncer de bexiga (CaB), classificadas em Nível de Evidência (NE) e Grau de Recomendação (GR).

De interesse aos ROs está a terapia de preservação vesical (TPV), com RTU, RT e QT. Concluiu-se que:

– TPV é opção em tumores T1 de alto risco que falharam à BCG, após 2a linha de QT e não candidatos à cistectomia (NE 1c, GR A)
– É recomendado que máxima RTU seja confirmada (NE 4, GR C)
– Deve-se considerar TPV em CaB, recomendada conforme a preferência do paciente, podendo não ser a melhor opção pela idade e comorbidades (NE 2b, GR B)
– Candidato ideal para a TPV é aquele com tumores T2, 1 foco tumoral (em localização favorável para máxima RTU), sem carcinoma in situ (CIS), sem hidronefrose (HN), de histologia urotelial, < 5 cm e boa função vesical (NE 2b, GR B)
– São contraindicações para a TPV haver CIS, HN, T3/T4. Possuir tumor T3/T4 não é contraindicação absoluta (NE 4, GR C)
– Utilizar dose tumoricida de RT (55 Gy em hipofracionamento, 66 Gy em fracionamento convencional) na TPV (NE 2a, GR B)
– Aconselha-se tratar drenagem linfonodal eletiva (NE 2a, GR B).
– Curso contínuo de RT foi preferido em relação a split-course. Ambos esquemas podem ser ofertados
– Não há indicação de RT adjuvante em CaB (NE 4, GR C), exceto em tumores pT3-pT4N+ com margens comprometidas e/ou tumores não uroteliais
– RT ideal é IMRT com IGRT (LE 5, GR D)
– RT mínima aceitável é 3D (LE 5, GR D)

Dr. Ícaro Carvalho
Radioterapeuta do Hospital Israelita Albert Einstein

 

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ECR

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