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XX Congresso da SBRT reforça papel de enfermeiros, físicos e dosimetristas  na abordagem multidisciplinar em radioterapia

A Jornada de Físicos, o Encontro de Enfermeiros e o Encontro de Técnicos foram capítulos importantes do XX Congresso da Sociedade Brasileira de Radioterapia, realizado em Belo Horizonte (MG), entre 15 e 18 de agosto. Com a evolução da radioterapia, a presença dos físicos, dosimetristas e enfermeiros na equipe interdisciplinar dedicada ao plano terapêutico e cuidados do paciente está cada vez mais consolidada.

Elizabete Duarte Alves, enfermeira com cerca de 20 anos de trabalho em radioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, fez parte da comissão organizadora do evento e palestrou, compartilhando com a plateia sua experiência em serviço privado. A especialista recorda que, o mesmo enfermeiro e técnico que atuavam na oncologia clínica, também se dedicavam à radioterapia. Por sua vez, segundo ela, esse cenário mudou. “Hoje temos a necessidade de ter enfermeiros e técnicos de enfermagem com foco exclusivo no serviço de radioterapia e formação específica”, disse. Isso acontece, complementa Elisabete Alves, pelo aumento de demanda dos tratamentos e porque as terapias estão se tornando cada vez mais especializadas. “É fundamental que estejamos sempre atualizados em relação à oncologia e às especificidades e novas tecnologias da radioterapia para atuar na área em parceria com o médico”, recomendou.

Esse cenário refletiu-se no XX Congresso da SBRT, na opinião de Elizabete. Ela, que participa há cerca de cinco anos do evento, destacou que, diferentemente do passado quando o público era formado por profissionais que tinham conhecimento de oncologia clínica e muito pouco de radioterapia, o perfil dos participantes desse ano revelou profissionais conhecedores do tema. “Dessa forma, o nível técnico das palestras pode tratar de assuntos mais complexos como hipofracionamento”, afirmou.

Presidente da Associação Brasileira de Física Médica, Homero Lavieiri Martins, fez parte do comitê de programa do XX Congresso da SBRT, e ministrou a palestra “Braquiterapia ginecológica 2D. É possível fazer melhor?”. Para ele, o evento deste ano destacou-se pela integração e qualidade dos temas. “Conseguimos dar foco em hipofracionamento como prioridade, assim como abordar outros pontos relevantes. Além disso, o fórum consolidou-se como uma oportunidade importante de integração entre os diferentes profissionais envolvidos na radioterapia”, disse. Evolução tecnológica faz parte do perfil do profissional  de quem opta pela física, segundo Homero.  “Essa evolução, no entanto, exige que a equipe interdisciplinar trabalhe cada vez mais integrada para oferecer o melhor ao paciente”, afirmou.

Também para o dosimetrista, que atua sob supervisão do físico, no planejamento do tratamento do paciente, a evolução da radioterapia abriu maior campo de trabalho e a exigência de atualização constante. A afirmação foi da biomédica Adriana da Silva Santos, dosimetrista do Hospital Israelita Albert Einstein, que fez parte do comitê organizador do evento. Adriana ministrou a palestra “Atuação do dosimetrista na radioterapia”.

Foi o primeiro ano em que o Congresso da SBRT teve uma sala com foco nesse profissional e a participação e interesse “superaram as expectativas”, avalia a especialista. “Os participantes demonstraram muito interesse pelos temas tratados e perguntaram bastante, principalmente, sobre assuntos relacionados a simulação e tratamento de câncer de próstata e pediatria”, informou.

A atividade de dosimetrista é exercida por profissionais biomédicos e tecnólogos e técnicos em radioterapia. “A tendência é o mercado cada vez mais exigir o nível superior e os profissionais com formação técnica já estão buscando isso”, concluiu.

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