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Estudo ratifica que IMRT é custo efetivo em Câncer de Cabeça e Pescoço

A incorporação de tecnologia em saúde é um grade dilema, principalmente em um cenário de disponibilidade limitada de recursos, situação muito comum aos países em desenvolvimento dos quais o Brasil é um dos exemplos.
A radioterapia de intensidade modulada (IMRT) é uma tecnologia disponível há mais de 20 anos no mundo e tratamento standard para neoplasias de cabeça em pescoço, com redução inequívoca de efeitos colaterais em um tratamento originalmente muito agressivo.

O Brasil incorporou cobertura para IMRT em cabeça e pescoço na saúde suplementar com a publicação do rol de procedimentos da ANS em 2014.

Os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) infelizmente não tem acesso nem ao tratamento tridimensional, quanto mais ao IMRT. O principal argumento do Ministério da Saúde tem sido custo, em manifestações não acompanhadas de evidencia. Um estudo recente da SBRT constatou que o custo do tratamento 2D é muito próximo do custo do 3D, e que ambos são superiores em quase duas vezes ao reembolso médio atual. A crise está instalada e tem sido matéria de inúmeras reportagens e manifestações na mídia e na sociedade civil organizada. A CONITEC publicou uma avaliação de IMRT em agosto de 2015 que, contrariando a evidência cientifica mundial, se posicionou contra a incorporação da tecnologia no SUS.

Um estudo publicado na Revista da Associação Médica Brasileira em abril (http://dx.doi.org/10.1590/1806-9282.64.04.318) pelos Drs. Gustavo Marta, Robson Ferrigno e Eduardo Weltman, constatou que o IMRT é custo-efetivo para incorporação no sistema único de saúde, usando elementos econômicos sólidos e ferramentas críticas indiscutíveis, tanto no cenário de curto quanto de longo prazo.

A comunidade científica continua trazendo elementos técnicos para embasamento das necessidades de gestão governamentais. A SBRT continuará a exercer seu papel Institucional na defesa da especialidade e na busca de um melhor tratamento para os nossos pacientes.

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